Oficina Online - Cores sólidas com Acetato de Alumínio - intermediário/avançado
ONLINE E AO VIVO - VIA GOOGLE MEET
Oficina de Tingimento Natural - Cores Sólidas com Mordente de Acetato de Alumínio { Cores brilhantes }
Nível - intermediário à avançado.
Pagamento por PIX tem desconto de 10% - falar comigo para pagamento por PIX que te envio os dados.
Dias:
30 de agosto - domingo - das 14 às 17 horas
2 de setembro - quarta - das 20 às 21:30 horas
5 de setembro - sábado - das 14 às 17 horas
6 de setembro - domingo - das 14 às 17 horas
Esta oficina é indicada para quem já pratica tingimento natural e quer se aprofundar na prática.
Se você está iniciando no tingimento, sugiro a oficina de Shibori Colorido.
Nesta oficina vou ensinar uma via de mordentagem com acetato de alumínio para obter cores fortes e brilhantes:
utilizando quantidades reduzidas de matérias-primas tintoriais;
extrações fermentativas;
possibilidades de extração onde eu utilizo o fogo somente nas horas radicais, em momentos necessários mesmo;
e também diversas dicas do que fazer para que seu tecido não manche nas etapas de mordentagem e tingimento e você obtenha uma superfície homogênea e cores fortes.
Mordentes de acetato, se bem feitos, produzem cores muito boas, mesmo!!!!
Vamos tingir tanto cartelas de cores, em tecidos diversos de celulose (algodão, linho, viscose…) para testar o mordente com várias plantas e cores como também peças prontas: camisas, camisetas, calças...
Mordentes de acetato são fórmulas de mordentes a base de ácido acético, vinagre, que em grego é óksos - "ὄξος" - de onde deriva a palavra óxido.
Vinagres são usados desde a antiguidade para dissolver metais e transformá-los em sais e óxidos e são muito importantes para a criação de diversas tintas, como os óxidos de ferro sintéticos.
Uma forma de sintetizar óxido de ferro, é colocar de molho no vinagre, pedaços e limalhas de ferro ou minérios de ferro, ou pedras de ferro como a hematita e a magnetita, até que elas soltem sua ferrugem no líquido, tingindo-o de laranja; e depois calcinar em altas temperaturas para tornar óxido de ferro;
Mais ou menos como o famoso pigmento caput mortuum ou cabeça morta: "a imagem é como uma pedra sem unção"; também conhecido como violeta de marte, de cor marrom-violeta. Na alquimia da espagiria, a expressão caput mortuum é utilizada para nomear o bagaço, aquilo que sobra depois da destilação, que é como naquela extração de corantes em que vamos até o fim, levando 3, 4, 5 vezes ao fogo, até esgotar a tinta.
Da mesma maneira, colocando pedaços de ferro em ácido acético, fazemos o tradicional mordente de ferro, bastante utilizado para fazer cores escuras na tinturaria.
Mordentes feitos a base de ácido acético são bem eficientes no tingimento têxtil, dando cores fortes, brilhantes e bastante satisfatórias quanto a resistência nas lavagens; contudo são técnicas mais elaboradas e exigentes, para que o tecido não fique manchado; por isso indico essa oficina para quem já tem experiência com o tingimento natural e está acostumada com as etapas de trabalho.
Iniciei meus estudos com mordentes de acetato em cores sólidas, isto é, tingindo o tecido inteiro ou a peça inteira de uma cor em 2017, muito em consequência da estamparia de mordentes que praticava desde 2016, e desde então, testei várias receitas e formas de fazer.
Como no Brasil o acesso a acetatos prontos é bem limitado, mesmo no Brasil tendo indústrias mineradoras que transformam a bauxita em alumínio, e o acetato de alumínio ser um subproduto da transformação, encontrar acetato pronto é bem difícil e bem caro; então por isso, sempre fiz meu acetato e nunca testei com acetatos industriais, mas quero testar qualquer dia desses.
Existem várias receitas e formas de fazer mordentes de acetato na tinturaria tradicional e pela minha prática, das boas receitas e maneiras que testei, receitas diferentes podem influenciar nas cores, como nos vermelhos da rúbia, que dependendo da receita, podem variar do matiz do fogo ao magenta, então, também, fazer meu próprio acetato abriu possibilidades muito maiores que o industrial. Assim, fui fazendo as receitas da tradição e deixando para depois o industrial.
As aulas são ministradas por Marina Stuginski.
Serão ao vivo e online, via Google Meet e não serão gravadas.
Cada dia é dedicado a uma etapa.
Para apoiar seus estudos, inclui um e-book, com as receitas da oficina, como fazer, textos, modelo de ficha técnica e +
Se você precisar de certificado de participação, é só solicitar o seu no final das aulas.
